Prefeitura de Cuiabá responsabiliza Governo Federal por paralisação de obras de infraestrutura
Secretário de Obras aponta falta de repasses federais em 2025 e 2026 como motivo para interrupção de pelo menos cinco empreendimentos; gestão busca soluções para retomar serviços essenciais
A Prefeitura de Cuiabá atribui ao Governo Federal a responsabilidade pela paralisação de ao menos cinco obras de infraestrutura na capital mato-grossense. De acordo com o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Reginaldo Teixeira, a ausência de repasses federais nos últimos dois anos impediu a continuidade de convênios firmados ainda na gestão anterior.
“Nós não recebemos nada em 2025 e agora em 2026, zero”, afirmou o secretário em declarações recentes à imprensa local. Os recursos dependem de liberações da União para execução de convênios celebrados no período do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), e a falta de aportes teria travado os trabalhos.
Entre as obras afetadas estão:
Pavimentação asfáltica do bairro Residencial Coxipó (2ª etapa);
Outras intervenções de pavimentação e infraestrutura em diferentes regiões da cidade.
A secretaria municipal informou que tentou, em diversas ocasiões, a regularização e liberação dos valores junto aos órgãos federais responsáveis, sem sucesso até o momento. A paralisação impacta diretamente a mobilidade urbana e a qualidade de vida de moradores de bairros periféricos, que seguem com vias sem asfalto adequado.
A atual gestão municipal, sob o prefeito Abílio Brunini (PL), tem priorizado a busca por parcerias alternativas, incluindo recursos próprios e convênios com o Governo do Estado de Mato Grosso. Recentemente, o Estado anunciou pacotes de investimentos em pavimentação e saúde na capital, com mais de R$ 600 milhões autorizados em obras para Cuiabá, o que pode ajudar a mitigar parte dos atrasos.
A Prefeitura segue em diálogo com o Governo Federal para destravar os repasses pendentes e evitar maiores prejuízos à população. Enquanto isso, equipes técnicas realizam monitoramento constante das estruturas paralisadas para garantir a segurança e evitar deterioração dos locais.






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